7 de jan. de 2010

Cientista calcula 2,7 biliões de dígitos do Pi com um desktop

No último dia de 2009, Fabrice Bellard reclamou um novo recorde na matemática ao estimar 2,7 biliões de dígitos que compõem o Pi, apenas com um desktop.


 
Com o novo processo, o cientista francês acrescentou 123 mil milhões de dígitos ao anterior recordista nos cálculos do Pi, que também tinha recorrido a computadores para estimar a célebre divisão do perímetro de um círculo pelo respectivo diâmetro. 
O anterior recorde era detido por investigadores da Universidade de Tsukuba, do Japão, mas Bellard lembra que os dois recordistas usaram ferramentas diferentes: enquanto a universidade japonesa recorreu a um supercomputador, Bellard apenas usou um desktop.
Portanto, não é de admirar que os dois projectos apresentem diferenças. No Japão, o Pi com 2,6 biliões de dígitos foi estimado após 29 horas de processamento ininterruptas; para acrescentar 123 mil milhões de dígitos ao anterior recorde, o computador de Bellard necessitou de 131 dias.
Segundo a BBC, o Pi apurado por Bellard ocupa mais de 1TB de memória.
A um ritmo de um dígito por segundo, a leitura do Pi recordista deverá demorar 49 mil anos a ser concluída.
Apesar já ter 2,7 biliões dígitos, o cálculo do Pi ainda não chegou ao fim  (trata-se de um número com casas decimais infinitas).
Mais do que o Pi, Bellard diz estar mais interessado nos algoritmos que permitiram estimar o número para eventuais aplicações noutras áreas. 
Em breve, o investigador deverá distribuir a aplicação.

in Exame Informática

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